quinta-feira, 13 de maio de 2021
Mais amor menos dinheiro
COMO FAZER UMA PESQUISA, RESUMIDAMENTE
1ª fase: Qual o objeto de pesquisa? Porque este objeto? Como formulamos a pergunta fundamental?
2ª fase: Como fazer? Quais as consequências?
3ª fase: Hipóteses (resposta à pergunta fundamental) --> as hipóteses verificam-se ou não? Se, sim, a pesquisa está concluída. Se não, deve-se reformular a pergunta ou reavaliar as ferramentas.
TIPOS DE PESQUISA
Pesquisa fundamental: busca o maior número de conhecimento sobre um assunto. Mais abrangente. Mais adequada ao doutorado.
Pesquisa aplicada: dá resposta a uma pergunta específica.
PROCESSO DE PESQUISA
1 - Levantamento bibliográfico (6 meses a 1 ano)
2 - Hierarquização da bibliografia (3 a 6 meses)
3 - Transpor a bibliografia / escrita (6 meses)
4 - Validação das hipóteses
5 - Síntese do problema / conclusão
quinta-feira, 25 de março de 2021
ADOLFO CIFUENTES: IMAGINAÇÕES FOTOGRÁFICAS
Encontrei, guardado aqui em casa, esse pequeno texto de apresentação de uma exposição de Fevereiro de 2020. É interessante a noção de programa que ele descreve sinteticamente e que, para mim, se relaciona com a maneira como Vilém Flusser a trata em Filosofia da fotografia.
A mostra Imaginações Químicas apresenta um recorte da produção visual do artista Dirceu Marques, mas representa também, paradigmaticamente, parte de sua pesquisa de doutorado no PPG-Artes EBA/UFMG (bolsista Fapemig) relacionada com o dispositivo fotográfico. Mais do que pintar com químicos sobre papéis fotossensíveis, mais do que questionar os limites entre pintura e fotografia, sua pesquisa tensiona os limites entre programa e imagem. Hoje, no contexto da cultura digital, se tornou costumeiro pensar a noção de programa como pertencente ao universo binário dos protocolos de programação computacional. Obviamente, trata-se ali de uma noção redutora da ideia de programa. Uma receita de cozinha, as regras de um jogo, uma linha de montagem também são programas e programações. E tanto programas quanto programações podem ser subvertidos, interferidos, aproveitados para outros fins, etc. O dispositivo é feito para operar univocamente, programado para certos procedimentos, resultados e fins, mas ele pode ser reprogramado e reconfigurado.
Mexer, reorientar, reutilizar o programa fotossensível próprio dos materiais da fotografia de base química é também mexer com códigos e programas culturais, e com os protocolos formais da imagem resultante. Gêneros ("paisagem", "retrato"), códigos estilísticos (o dark, o apocalíptico a que remetem os universos representados) e fronteiras técnicas (fotografia, pintura, desenho, gravura, etc.) são evocados aqui, porém eles também são colocados em suspenso e submetidos a outras lógicas e reprogramações.
O Espaço f sublinha com esta mostra o seu caráter de laboratório: literalmente falando, a mostra foi produzida no laboratório fotográfico adjacente ao espaço expositivo, mas ela também foi produzida no laboratório de pensamento crítico que constitui a pós-graduação, a universidade e a verdadeira educação como um todo: lugar de questionamentos e tensionamentos dos protocolos, programas que nos regem mas que também produzimos e impomos constantemente, na vida, na imagem, no dia a dia das nossas programações e reprogramações cotidianas.
Prof. Adolfo CifuentesCoordenador Espaço f, Espaço de Exposições na Área da FotografiaFTC/EBA/UFMG
terça-feira, 23 de março de 2021
Haikai
O Brasil ficando magro
O arroz virando ouro
terça-feira, 2 de março de 2021
LÁGRIMAS DE GIL
Se Gilberto Gil até chorou
Pelo Brasil
Que ainda não é
Mas que ele já viu
No que pode vir a ser
E que outros viram também
Então quem
Sou eu
Pra querer com meu
Cinismo arredio
Não olhar além
E ver?
Que além do
Cinismo vazio
Neoliberal
E além do mal
Mais que cínico, mau
Há um Brasil bem maior
Um Brasil sem mito fundador
Sem anjo exterminador
Um Brasil Brasil
Que só o Brasil pode ser
Concreto e macio
Como o que se cristalizou
Nas lágrimas de Gil
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
ANTISSOCIAL
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
O peso do chumbo da sombra da flor
Ganesha
Proteja os quilombos daqui
Ontem teve tristeza
Amanhã vai ter reza
O meu santo não despreza a dor de ninguém
Mãe cigana
Sidarta
Aparta o mal do coração
Aconchega em seu seio
Esse menino feio
E me ensina a crescer pra romper o véu da ilusão
Iemanjá
Netuno
Me uno às águas de seu mar
Árvore que sustenta
Onde prisma e placenta
Arrebenta e exubera cardumes de lumes e escuridão
O peso do chumbo da sombra da flor
O peso do chumbo da sombra da flor